A Sony, proprietária da marca PlayStation, foi acusada de práticas antitruste em uma ação coletiva. O processo foi originalmente resolvido em 2024, mas foi rejeitado duas vezes durante o processo de aprovação judicial. Na semana passada, um juiz aprovou o acordo de US$ 7,85 milhões.
A maioria dos consumidores que compraram jogos digitais na PlayStation Store entre 2019 e 2024 pode ser elegível para receber uma parte do valor. No entanto, o pagamento deve ser pequeno e pode levar tempo para ser distribuído entre os milhares de reivindicantes.
O acordo encerra uma ação coletiva que alegava que a Sony cobrava preços excessivos por jogos digitais devido às suas políticas de loja exclusiva. A empresa nega as acusações, mas concordou em pagar para evitar um julgamento prolongado.
"A Sony sempre agiu de acordo com as leis de concorrência e acreditamos que as alegações são infundadas. Este acordo nos permite evitar as incertezas e os custos de um litígio prolongado", afirmou um porta-voz da empresa.
Os consumidores elegíveis serão notificados por e-mail ou correio, e o valor exato por pessoa dependerá do número de reivindicações aprovadas. O processo de distribuição dos fundos ainda está sendo definido pelo tribunal.
Especialistas apontam que o caso destaca as tensões entre plataformas digitais e consumidores sobre taxas de comissão e políticas de loja. A decisão pode influenciar futuras ações judiciais contra outras empresas do setor de videogames.
