Cientistas finalmente desvendaram o processo geológico que deu origem aos Doze Apóstolos, as icônicas formações rochosas na costa australiana. A pesquisa revela que essas estruturas não surgiram apenas pela erosão das ondas, mas sim por uma complexa interação entre mudanças no nível do mar, atividade tectônica e ciclos climáticos ao longo de milhões de anos.
Os cientistas descobriram que os pilares de calcário se formaram em fases distintas, coincidindo com períodos de elevação e recuo do oceano. Durante eras glaciais, quando o nível do mar era mais baixo, a rocha ficou exposta à ação do vento e da chuva, esculpindo as formas atuais. Já em períodos interglaciais, a água do mar moldou as bases das estruturas.
“A formação dos Doze Apóstolos é um exemplo notável de como forças geológicas sutis, mas persistentes, podem esculpir paisagens espetaculares ao longo de escalas de tempo geológicas”, explicou um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
O estudo também aponta que Marte influencia indiretamente a formação dessas paisagens. A atração gravitacional do planeta vermelho altera sutilmente a órbita da Terra a cada 2,4 milhões de anos, afetando os ciclos de marés e as correntes oceânicas profundas.
Essa descoberta ajuda a explicar por que os Doze Apóstolos e outras formações costeiras similares surgiram em épocas específicas da história geológica. A pesquisa representa um avanço significativo na compreensão dos processos que moldam o litoral e pode ter implicações para a preservação desses monumentos naturais.
