O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou o mascote "Pilili" para promover a urna eletrônica, mas a iniciativa gerou controvérsia. O autor da coluna questiona a eficácia da estratégia, comparando o personagem a um boneco de espuma em uma concessionária: atrai olhares, mas não convence quem já desconfia do sistema.
Para quem já confia na urna, o mascote é desnecessário. A crítica central é que o TSE, ao tentar humanizar o equipamento com um personagem lúdico, pode estar banalizando a seriedade do processo eleitoral. O texto sugere que a iniciativa não responde às desconfianças reais sobre a segurança do sistema.
"O TSE transformou a urna eletrônica num boneco de espuma", afirma o colunista, destacando que a ação serve apenas como distração.
A pergunta final resume o impasse: para quem, afinal, o mascote foi criado? A estratégia de comunicação política do órgão é questionada por não abordar as dúvidas técnicas sobre a segurança da informação nas urnas.
O autor conclui que a tentativa de humanizar a tecnologia pode ter efeito contrário ao esperado. Em vez de gerar confiança, o mascote "Pilili" reforça a percepção de que o TSE está mais preocupado com a imagem do que com a transparência do voto eletrônico.
