Um sítio redescoberto no norte da Mongólia revelou evidências impressionantes de que dinossauros herbívoros e carnívoros gigantes compartilhavam o mesmo ambiente há 120 milhões de anos. As pegadas fósseis, de grandes saurópodes e terópodes, foram encontradas em uma região antes considerada inóspita para esses animais, reformulando o conhecimento científico sobre o período Cretáceo Inferior na Ásia.
As marcas, que incluem pegadas de até um metro de diâmetro, indicam a presença de saurópodes de pescoço longo, os maiores animais terrestres que já existiram. A descoberta sugere que o ecossistema da região era mais diverso e úmido do que se imaginava, capaz de sustentar essas criaturas colossais. Além disso, as pegadas de terópodes carnívoros próximas indicam uma complexa cadeia alimentar e interação entre as espécies.
“Este achado confirma que os saurópodes viveram no nordeste da Ásia, uma área antes considerada inóspita para esses gigantes”, destacou um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
O estudo, publicado na revista Indian Defence Review, destaca que o local pode conter centenas de outras pegadas fossilizadas, oferecendo uma janela única para entender a vida e o comportamento desses animais. A pesquisa reforça a importância da Mongólia como um dos principais sítios paleontológicos do mundo.
As pegadas fósseis foram analisadas por uma equipe internacional de paleontólogos, que utilizou técnicas avançadas de datação e modelagem 3D para reconstruir o ambiente antigo. Os resultados indicam que a região, hoje árida, era coberta por florestas e lagos durante o Cretáceo Inferior, há cerca de 120 milhões de anos.
Os cientistas acreditam que as pegadas de saurópodes e terópodes foram preservadas em sedimentos lamacentos, que posteriormente se solidificaram em rocha. A descoberta abre novas perspectivas para entender a migração e o comportamento social desses animais, além de fornecer pistas sobre as mudanças climáticas que ocorreram na região ao longo de milhões de anos.
