A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou que o pior cenário energético global já não está fora de hipótese. Ela prevê um quadro mais adverso, com inflação elevada e o barril de petróleo podendo chegar a 120 dólares em 2027.
O choque energético, causado pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, é global e nenhum país escapará do impacto nos preços. Georgieva destacou que nações com energia fiável e barata terão vantagem competitiva na era da inteligência artificial.
Nesse contexto, a Espanha foi apontada como exemplo positivo por sua matriz energética diversificada e investimentos em renováveis. O FMI reforça a necessidade de preparação para cenários extremos, já que a crise energética pode se agravar e afetar economias em todo o mundo.
“O pior cenário energético já não está descartado. O choque no Estreito de Ormuz afetará todos os países globalmente”, afirmou Kristalina Georgieva.
Segundo o FMI, a inflação elevada e o preço do petróleo são os principais riscos para a economia global. A diretora do fundo alertou que o barril pode atingir 120 dólares em 2027, pressionando ainda mais as cadeias de suprimento e o custo de vida.
A Espanha foi citada como um modelo de resiliência energética, graças à sua aposta em fontes renováveis e à diversificação da matriz. O país europeu demonstra que é possível mitigar os efeitos de crises energéticas com investimentos estratégicos.
O FMI conclui que a preparação para cenários extremos é essencial, pois a crise energética pode se agravar e afetar economias em todo o mundo. A vantagem competitiva será das nações que conseguirem garantir energia fiável e barata, especialmente na era da inteligência artificial.
