Pesquisadores da Universidade de Oregon criaram uma ferramenta de inteligência artificial capaz de ler o código genético da mesma forma que grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT, leem textos. O sistema escaneia o genoma em busca de padrões de mutação biológica, rastreando pares de ancestrais para reconstruir a história genética de uma pessoa.
A nova tecnologia consegue realizar em minutos o que antes levava dias ou semanas com métodos estatísticos tradicionais. Testes mostraram que a IA alcança precisão equivalente às melhores técnicas existentes, representando um avanço significativo para estudos de genética populacional e genealogia.
"É como ensinar a IA a ler a linguagem da evolução humana", explicou um dos autores do estudo. "Ela identifica assinaturas genéticas que contam a história de onde viemos."
A ferramenta promete acelerar pesquisas sobre migrações humanas, doenças hereditárias e evolução. O método democratiza o acesso a análises complexas de ancestralidade que antes exigiam supercomputadores e especialistas em bioinformática.
Os cientistas compararam os resultados da IA com os melhores métodos estatísticos disponíveis e encontraram equivalência na precisão. A velocidade, no entanto, é drasticamente superior: o que demandava dias de processamento agora é concluído em minutos.
A descoberta representa um marco para a genealogia genética, permitindo que mais pesquisadores ao redor do mundo realizem estudos de ancestralidade sem depender de infraestrutura computacional avançada.
