A dívida nacional dos Estados Unidos atingiu US$ 39,2 trilhões nos 12 meses encerrados em março, ultrapassando o Produto Interno Bruto (PIB) do país, de cerca de US$ 31 trilhões. O dado foi divulgado pelo Comitê para um Orçamento Federal Responsável.
Em 2025, o governo americano gastou US$ 1,78 trilhão a mais do que arrecadou, mantendo a trajetória de alta do endividamento. Esse déficit elevou também o custo para financiar as contas públicas, pressionando ainda mais as finanças do país.
A situação acende alertas sobre a sustentabilidade fiscal dos EUA no longo prazo. Especialistas apontam que o crescimento acelerado da dívida pode comprometer investimentos futuros em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
O aumento do endividamento reflete um desequilíbrio estrutural nas contas públicas, com despesas crescendo em ritmo superior ao da arrecadação, o que exige medidas de ajuste fiscal de longo prazo.
O montante da dívida supera o PIB anual do país, indicando que o estoque de obrigações do governo é maior do que toda a riqueza gerada pela economia americana em um ano. Esse cenário é visto com preocupação por investidores e agências de classificação de risco.
Para conter o avanço do endividamento, o governo precisará equilibrar o orçamento, o que pode envolver cortes de gastos ou aumento de impostos. A dívida pública americana é considerada um dos ativos mais seguros do mundo, mas o crescimento acelerado levanta dúvidas sobre sua trajetória futura.
O déficit orçamentário de US$ 1,78 trilhão em 2025 é um dos maiores da história do país, impulsionado por gastos com programas sociais, defesa e juros da própria dívida. A tendência é que o endividamento continue subindo nos próximos anos, caso não haja mudanças significativas na política fiscal.