A Apple Inc. realizou conversas exploratórias sobre a possibilidade de usar a Intel Corp. e a Samsung Electronics Co. para produzir os principais processadores de seus dispositivos nos Estados Unidos.
Essa medida ofereceria uma opção secundária além da parceira de longa data, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC). A iniciativa visa diversificar a cadeia de suprimentos da Apple, reduzindo a dependência de um único fabricante.
A produção nos EUA também se alinha com os esforços para aumentar a segurança e a resiliência da fabricação de chips, em meio a tensões geopolíticas e preocupações com a concentração da produção em Taiwan.
O movimento da gigante de Cupertino reflete uma tendência crescente entre grandes empresas de tecnologia de buscar alternativas de fabricação fora da Ásia. A Intel, que recentemente expandiu sua capacidade de produção contratada, surge como um candidato natural, enquanto a Samsung já possui experiência em fabricação de chips para terceiros.
Para a Apple, a diversificação não apenas mitiga riscos logísticos, mas também pode oferecer vantagens em termos de geopolítica e custos de transporte. A empresa já demonstrou compromisso com a produção local ao anunciar investimentos em fábricas nos EUA para outros componentes.
Analistas do setor apontam que a mudança, se concretizada, poderia reconfigurar o equilíbrio de poder na indústria de semicondutores. A TSMC, atualmente responsável pela maioria dos chips mais avançados do mundo, enfrentaria concorrência direta em seu principal cliente.
Embora as conversas ainda estejam em estágio inicial, a notícia já impacta o mercado de ações. As ações da Intel subiram 4% após a divulgação, enquanto as da TSMC registraram leve queda, refletindo as expectativas dos investidores sobre uma possível reestruturação na cadeia de fornecimento de chips.
