Depois da aprovação do PL da Dosimetria, que derrubou vetos do presidente Lula, deputados bolsonaristas apresentaram um novo projeto de lei para anistiar multas aplicadas a caminhoneiros que bloquearam estradas após as eleições de 2022. A proposta visa perdoar débitos financeiros decorrentes das infrações, gerando críticas da oposição.
O projeto, liderado por parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, busca aliviar as penalidades impostas aos manifestantes que protestaram contra o resultado eleitoral. A medida é vista como uma tentativa de beneficiar apoiadores que participaram dos bloqueios, que causaram prejuízos econômicos e logísticos ao país.
A iniciativa ocorre em meio a um cenário de tensão política, com a oposição argumentando que a anistia financeira incentiva a impunidade e desrespeita as leis de trânsito e ordem pública.
O governo Lula ainda não se manifestou oficialmente sobre o projeto, mas aliados já sinalizam resistência no Congresso. A proposta, apelidada de "anistia financeira", é vista como um novo capítulo na disputa política em torno das consequências dos atos antidemocráticos, que incluíram bloqueios de estradas e questionamentos ao sistema eleitoral.
Enquanto os bolsonaristas defendem a medida como um ato de justiça social para caminhoneiros que teriam agido por convicção política, críticos apontam que a anistia financeira representa um precedente perigoso. Especialistas em direito público alertam que o perdão de multas pode enfraquecer a segurança jurídica e estimular novas infrações coletivas no futuro.
